6/25/2012

SESSÃO 170 > 25-06-2012

NOTA DO 9500 CINECLUBE: Devido a problemas técnicos relacionados com o sistema de som da sala, a sessão de ontem foi cancelada. Resolvido que está o problema verificado, exibiremos o filme O que há de novo no amor? hoje (dia 26) pelas 21h30. A todos os que ontem se deslocaram ao Cineclube um pedido de desculpas e um agradecimento pela compreensão. Até logo.

6/11/2012

ADORMECIDO

A curta metragem ADORMECIDO, primeira produção do 9500 Cineclube, está em competição na sessão documentário do festival de curta metragem Porto7 que se inicia na próxima quarta-feira na cidade do Porto e será exibido no sábado, 16 de maio, na sessão programada para as 21h30 no cinema Passos Manuel. Este documentário poético e experimental sobre o vulcão dos Capelinhos, com realização de Paulo Abreu, está também selecionado para o 20º Festival internacional de Curtas de Vila do Conde que decorrerá de 7 a 15 de Julho.

2/29/2012

SESSÃO 148


ADORMECIDO (2012) é a primeira produção independente do 9500 Cineclube, é um documentário poético e experimental sobre o Vulcão dos Capelinhos na ilha do Faial.

Com realização, fotografia e montagem de Paulo Abreu e captação e desenho de som de Sérgio Gregório, foi rodado nos Capelinhos em Outubro de 2011.

1/23/2012

SESSÃO 140

ZEITGEIST: MOVING FORWARD (2011), de Peter Joseph



Os três temas centrais deste trabalho são Comportamento Humano, Economia Monetária e Ciências Aplicadas. Resumidamente, este trabalho cria um modelo de compreensão do actual paradigma social e do motivo pelo qual é fundamental sair do mesmo — juntamente com uma nova abordagem social, que apesar de radical, é ainda assim, prática. Abordagem esta que é baseada em conhecimento avançado e resolveria os actuais problemas sociais que afligem o mundo.

Uma das características únicas deste trabalho, que o distingue em termos de estilo da maioria dos documentários, é que tem uma temática dramática/cinematográfica paralela, com actores notáveis, que interpretam várias emoções e gestos relacionados com a mensagem geral do filme, ainda que de forma abstracta. Adicionalmente, este trabalho emprega vigorosamente inúmeros resumos visuais e animações 2D e 3D, mantendo como referência a orientação do documentário tradicional.



Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar. Entrada livre.

1/16/2012

SESSÃO 139

O ANJO EXTERMINADOR (1962), de Luis Buñuel



Depois de um jantar de cerimónia, um grupo de respeitáveis burgueses fica retido em casa de um deles. Por uma razão qualquer, só os criados conseguem atravessar a porta da sala de jantar.

Depressa se resignam ao enclausuramento e, pouco a pouco, vão-se submetendo a uma promiscuidade completamente estranha aos seus hábitos. O ambiente deteriora-se e a selvajaria aparece.



Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar. Entrada livre.

12/05/2011

SESSÃO 131

O CARRO FANTASMA (1921), de Victor Sjöström



É dia de ano novo. Três bêbados evocam uma lenda que diz que a última pessoa a morrer num ano, se foi um grande pecador, tornar-se-á durante o todo o ano seguinte o condutor do Carro da Morte, aquele que apanha as almas dos mortos... David Holm, um dos três bêbados, morre à última badalada da meia-noite...

Adaptação do romance de Selma Lagerlof, O CARRO FANTASMA é um dos filmes mais famosos (principalmente pelos efeitos especiais) de Victor Sjöström, incursão no fantástico sobre a lenda da "Carroça da Morte" e do seu condutor, o ser que morre na noite de São Silvestre.



Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar.

11/28/2011

SESSÃO 130

CORRE EMANUEL, CORRE (2011), de Emanuel Macedo e Bruno Correia + 6=0 HOMEOSTÉTICA (2009), de Bruno de Almeida



CORRE EMANUEL, CORRE é uma viagem de aproximação ao universo criativo de Maria Emanuel Albergaria. Baseado / inspirado na exposição / instalação "Uma Casa na Floresta", este filme convida à fruição sensorial de uma geometria de sentimentos.

Co-Produção do 9500 Cineclube que recebeu o Prémio do Público no Festival de Cinema dos Açores — Faial Fimes Fest 2011.

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Documentário sobre o movimento Homeostética, que surgiu em Lisboa nos anos 80 e foi constituído pelos artistas Fernando Brito, Ivo, Pedro Portugal, Pedro Proença, Manuel João Vieira e Xana.

Utilizando o humor como estratégia de demarcação crítica, a Homeostética manteve sempre uma posição marginal de fortes influências Dadaistas e desenvolveu uma intensa produção que resultou em exposições, textos, manifestos, filmes, concertos e outras performances colectivas. Discretos nas suas realizações e desprezando olimpicamente a sua própria glorificação, os homeostéticos perderam em visibilidade externa o que vieram a ganhar em modo de existência. Para eles o sentido da vida encontrava-se na criação artística e a criação artística, por sua vez, permitia-lhes inventar novas possibilidades de vida.



Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar.

11/21/2011

SESSÃO 129

Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar

"A Morte de Carlos Gardel", a primeira adaptação cinematográfica de uma obra de António Lobo Antunes.

SINOPSE: A história de Nuno, um jovem toxicodependente em coma, a morrer num hospital. Durante os dois dias em que se encontra entre a vida e a morte, cada um dos familiares evoca junto a ele uma teia de recordações do passado, através das quais percebemos o presente de Nuno. Álvaro e Cláudia, os pais divorciados e as suas novas relações disfuncionais, Graça, a tia médica que nunca terá filhos porque vive com Cristiana, todos eles se sentem culpados pelo estado de Nuno, pelos desalentos da vida, mas também pelos sonhos que criaram. O pai, Álvaro, apaixonado por tango, recusa-se a aceitar a morte de Nuno, deixando-se levar numa espiral de delírio e confundindo um imitador com o seu cantor de tango argentino favorito, já desaparecido: Carlos Gardel.

11/14/2011

SESSÃO 118

A PAIXÃO DE JOANA D'ARC (1928), de Carl Theodor Dreyer


A camponesa Joana D’Arc é julgada herege e condenada à morte em Maio de 1431 por um tribunal religioso, depois de ter liderado os franceses na luta contra o exército invasor inglês, dizendo-se inspirada por Jesus e S. Miguel. Cedendo a sucessivas ameaças, Joana chega a assinar uma confissão de heresia que depois renega para salvar a sua alma, sendo morta na fogueira.



Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar.

11/07/2011

SESSÃO 117

FANTASIA LUSITANA (2010), de João Canijo


FANTASIA LUSITANA é um documentário que explora a relação do povo português com os estrangeiros refugiados da II Guerra Mundial, a forma como a sua estadia no nosso país influenciou (ou não) o nosso olhar sobre a guerra, e uma procura pela herança cultural deixada (ou não) pela sua passagem.

Uma leitura interpelante da história portuguesa do século XX construída inteiramente a partir de imagens de arquivo e da leitura de testemunhos desses refugiados nas vozes de Hanna Schygulla, Rudiger Vogler e Christian Patey.



Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar.

10/18/2011

FESTA MUNDIAL DA ANIMAçÃO


PROGRAMAÇÃO


PANORAMA DA ANIMAÇÃO PORTUGUESA

Uma selecção dos melhores filmes portugueses realizados entre 2010 – 2011.
MAIORES de 10 anos | Duração total: 87 MINUTOS
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24 de Outubro – 21h30
26 de Outubro – 10h30
27 de Outubro – 14h00
29 de Outubro – 10h00
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INDEPENDÊNCIA DE ESPÍRITO, Marta Monteiro
MY MUSIC, Tiago Albuquerque e João Braz
OS OLHOS DO FAROL, Pedro Serrazina
OS MILIONÁRIOS, Mário Gajo de Carvalho
QUEM É ESTE CHAPÉU, Joana Toste
SEM QUERER, João Fazenda e João Paulo Cotrim
O SAPATEIRO, David Doutel Vasco Sá
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PANORAMA INFANTIL

Uma sessão feita à medida dos mais pequenos, com histórias animadas, cheias de lirismo e fantasia.
DOS 6 E AOS 12 anos | Duração total: 52 MINUTOS
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25 de Outubro – 10h30
26 de Outubro – 14h00
29 de Outubro – 10h00
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FOXY & MEG de André Letria (Portugal)
FLUFFY MCLOUD de Conor Finnagan (Irlanda)
WHISTLELESS de Siri Melchior (Dinamarca)
REPITU de Jana Richtmeyer (Alemanha)
GINJAS de Zepe e Humberto Santana (Portugal)
LES BALLONS NE REVIENNENT JAMAIS, de Cecília Marreiros Marun (Bélgica)
SALTINHO A MADRID, de Luís da Matta Almeida (Portugal)
DODU de José Miguel Ribeiro (Portugal)
THE LOST THING de Andrew Ruhemann & Shaun Tan (Austrália)
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CARTOON D’OR 2011

Sessão com os nomeados para o cartoon d’or, o grande prémio europeu para animação.
Maiores de 14 anos | Duração total: 72 MINUTOS
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28 de Outubro – 10h30
28 de Outubro – 14h00
28 de Outubro – 21h30
29 de Outubro – 16h30
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MOBILE, Verena Fels
PATHS OF HATE, Damian Nenow
THE GRUFFALO, Jakob Schuh & Max Lang
PIVOT, André Bergs
THE LITTLE BOY AND THE BEAST, Johannes Weiland e Uwe Heidschötter
THE EXTERNAL WORLD, David O’Reilly
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BEST OF E-MAGICIENS 2010 - ANIMAÇÃO DIGITAL


filmes premiados no E-Magiciens, um festival orientado para a jovem criação artística. Todos os anos se anunciam ali os melhores filmes provenientes das melhores escolas de animação do mundo.
MAIORES de 12 anos | Duração total: 60 MINUTOS

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24 de Outubro – 14h00
25 de Outubro – 14h00
27 de Outubro – 10h30
29 de Outubro – 15h00

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PHYSIQUES, Renaud Jaillette
RAME DAMES, Etienne Guiol
LOOM, Ilija Brunck, Jan Bitzer, Csaba Letay
MOBILE, Verena Fels
CONDAMNÉ À VIE , Hannah Letaïf, Vincent Carretey
GRISE MINE, Rémi Vandenitte
SODRAS (FLOW), Dorottya Szabo
THE BOY WHO WANTED TO BE A LION, Alois Di Leo
MATTER FISHER, David Prosser
CHERNOKIDS, Matthieu Bernadat , Nils Boussuge , Florence Ciuccoli, Clément Deltour, Marion Petegnief
MATATORO, Raphaël Calamote, Mauro Carraro , Jérémy Pasquet
TELEGRAPHICS, Antoine Delacharlery, Lena Schneider, Léopold Parent, Thomas Thibault

10/11/2011

SANGUE DO MEU SANGUE — O Dia Seguinte



Amores condenados, ego sádico no espírito de pequenos criminosos, disparidades familiares e a "puta de vida" da classe média-baixa em toda a sua rotina e todo o seu sofrimento confluem neste drama que consolida João Canijo como um formidável inovador na observação de hábitos e costumes lusos e, sem dúvida, o melhor contador de histórias no feminino do panorama nacional.



Sem expor um argumento inteiramente original (há muito de, por exemplo, Pedro Almodóvar e Mike Leigh na narrativa de SANGUE DO MEU SANGUE) nem desejando formular qualquer tipo de denúncia económico-social, Canijo aposta no realismo de cenários e personagens inserido na artificialidade de minuciosos planos-sequência e num espantoso trabalho de sonoplastia que, muitas vezes, apresenta ao espectador três situações — naquilo que não resisto em apelidar de "tridimensionalidade de som" — a decorrer, em simultâneo, na mesma meia dúzia de metros quadrados.

Este é o grande ponto forte de SANGUE DO MEU SANGUE. A colocação de diversas acções principais num segundo plano visual e sonoro está longe de se afigurar como mero exercício de estilo; avisa-nos, isso sim, dos segredos escondidos à superfície desta realidade que o argumento se encarregará de revelar. E, logo descobertos, a mise-en-scène transfigura-se completamente: de súbito, multiplicam-se os close-ups e as cenas filmadas com câmara ao ombro até à precipitação dos dois dramas cimeiros de SANGUE DO MEU SANGUE, ou para a semi-tragédia ou na opção pela manutenção de uma qualidade de vida que, embora arredada do ideal, não se deseja pior.



SANGUE DO MEU SANGUE pertence, brilhante e irremediavelmente, às suas actrizes: impecáveis Rita Blanco (numa versão emancipada da sua Margarida Lopes na série televisiva CONTA-ME COMO FOI), Anabela Moreira e Cleia Almeida, sem temor do reconhecimento de culpa nem da humilhação perante um elenco masculino muito eficaz na composição de homens com "h" pequeno...

É o melhor filme português estreado em 2011 — e pelo contexto temporal, dificilmente será destronado de tal estatuto. Se é "obra-prima" ou "o filme que reconciliará o público português com o o seu Cinema", só o tempo o dirá. Mas, pessoalmente, espero que o veredicto seja positivo. Obrigatório.

Samuel Andrade.

Nota: este texto reflecte apenas a opinião do autor, não representando a visão geral do 9500 Cineclube.

10/05/2011

AURORA - O Dia Seguinte



Se AURORA revela-se obra cinematográfica pioneira, intemporal e multitextual, tal deve-se à feliz união entre a criatividade expressionista de F.W. Murnau, os muitos dólares que Hollywood lhe consagrou (é pena que tal acepção, hoje em dia, fosse vista como irremediavelmente negativa) e a abundância de cativantes motivos para espectadores de qualquer geração ou contexto cultural.



A narrativa de AURORA pode ser resumida em poucas linhas. Um jovem agricultor (George O'Brien) é seduzido por uma mulher imoral (Margaret Livingston), a qual convence-o a assassinar a sua esposa (Janet Gaynor, vencedora de um Óscar por este desempenho), vender a quinta e mudar-se para a cidade. O homem, contudo, não é capaz de levar o plano até ao fim, acabando por redescobrir o amor que sente pela esposa após uma breve mas marcante estadia no movimentado e imprevisível quotidiano citadino.

O que parece simples no papel torna-se extraordinário no grande ecrã pela mestria de F.W. Murnau. Representando um dos trabalhos mais sofisticados e tecnicamente brilhantes da era do cinema mudo, os dois directores de fotografia, Charles Rosher (o fotógrafo predilecto de Mary Pickford) e Karl Strauss, construíram um mundo visual que parece preso à sua época e, ao mesmo tempo, intemporal, através de inúmeras e surpreendentes perspectivas forçadas, dramáticos chiaroscuros, composições em matte e montagens ópticas registadas on camera. Os cenários apresentam-se igualmente magníficos, combinando bucólicas paisagens campestres com um fantástico desenho de arquitectura expressionista.



Para um filme produzido há mais de oitenta anos, a elevada reputação crítica de AURORA nunca desvaneceu. Tal sucede não só pela universalidade dos seus temas — as dualidades entre campo/cidade, noite/dia, vício/virtude, vida/morte, etc. — mas, sobretudo, pelo modo como esses assuntos fundem-se num conto moral capaz de materializar estados de espírito (note-se como o dilema do Homem em assassinar a esposa transforma-o num grotesco exemplo de ser humano) e incutir no espectador um sentimento compatível ao de "alma renovada".

Impõe-se conhecer AURORA. Tanto pelo estatuto que ocupa na História do Cinema — e que não se cinge apenas ao período que antecedeu o sonoro — como pela ressonância emocional que, decerto, encontra nas audiências modernas. Num mundo que se apresenta tão racional, muitos de nós só desejariam regressar à "ingenuidade" de dois camponeses numa cidade como a que Murnau aqui encena.

Samuel Andrade.

Nota: este texto reflecte apenas a opinião do autor, não representando a visão geral do 9500 Cineclube.

9/19/2011

SESSÕES 99 E 100

MISTÉRIOS DE LISBOA (2010), de Raúl Ruiz


Uma condessa roída pelo ciúme e sedenta de vingança: um aristocrata libertino que se torna padre justiceiro transformando-o ora em cigano, ora em poeta romântico; um pirata sanguinário tornado próspero homem de negócios; uma vendedora de bacalhau que mata o amante e vende os encantos da própria filha, antes de se tornar santa, atravessam a história do séc. XIX e a procura de identidade do nosso personagem.

Uma história repleta de paixões, duelos, perigos mortais e negócios tenebrosos numa atribulada viagem por Portugal, França, Itália e Brasil.



Hoje e amanhã, pelas 21h30, por ocasião da 100ª sessão do 9500 Cineclube, no Cine Solmar.

9/13/2011

CANINO - O Dia Seguinte


Utópico, surreal e devastador de um modo pouco usual na Sétima Arte contemporânea, CANINO é o porta-estandarte daquilo que alguns já apelidam de Novo Cinema Grego (sobre o conceito e respectivas influências e efeitos, recomenda-se a leitura deste artigo do Guardian) e, para muitos cinéfilos, a experiência mais radical vivida numa sala de cinema nos últimos tempos.

A narrativa da protecção extrema de um casal aos seus filhos – duas raparigas e um rapaz, cujos nomes permanecerão desconhecidos até ao fim –, praticamente adultos mas infantilizados por uma singular educação doméstica que envolve definir "zombie" como sendo uma pequena flor amarela ou a explicação de que os gatos são os animais mais perigosos do planeta, revela-se material propício para variadas interpretações. Desde uma reinvenção da Alegoria da Caverna até à materialização cinematográfica da actual crise económica da Grécia, todas as assumpções mostram-se válidas e plenas de impressionante fundamento.



Contudo, permanecerá sempre a ideia de que algo ficou por compreender em CANINO – e o seu final ambíguo favorece tal sentimento. Da minha parte, e após a segunda visualização proporcionada pelo 9500 Cineclube, cresce a ideia de que Giorgios Lanthimos concebe uma fabulosa metáfora sobre a necessidade do livre-arbítrio no ser humano, cujas escolhas deverão ser sempre guiadas pela correcta distinção do bem e do mal. Tal capacidade é negada aos jovens protagonistas através da estranha experiência behaviorista dos seus pais, a qual desenrola-se cínica e vagarosamente perante os nossos olhos e conhecerá uma rebeldia quase ingénua por intermédio da filha mais velha com consequências mais imprevisíveis do que trágicas.

Nenhum espectador conseguirá libertar-se facilmente desta obscura e sofisticada "prisão" temática, potenciada por um formalismo composto de sedutores e estáticos enquadramentos e iluminação transparente e difusa que ajudam à criação de uma atmosfera etérea, infundida de humor negro e da ocasional sequência-choque mas que nunca se afasta dos seus elementos nominais.



Talvez este texto se apresente quase insondável junto de quem nunca viu CANINO, mas este é um daqueles objectos cinematográficos que merece a invenção de todo um novo vocabulário. Por isso, o melhor será mesmo ver para compreender.

Samuel Andrade.

Nota: este texto reflecte apenas a opinião do autor, não representando a visão geral do 9500 Cineclube.

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