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1/16/2012

SESSÃO 139

O ANJO EXTERMINADOR (1962), de Luis Buñuel



Depois de um jantar de cerimónia, um grupo de respeitáveis burgueses fica retido em casa de um deles. Por uma razão qualquer, só os criados conseguem atravessar a porta da sala de jantar.

Depressa se resignam ao enclausuramento e, pouco a pouco, vão-se submetendo a uma promiscuidade completamente estranha aos seus hábitos. O ambiente deteriora-se e a selvajaria aparece.



Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar. Entrada livre.

12/05/2011

SESSÃO 131

O CARRO FANTASMA (1921), de Victor Sjöström



É dia de ano novo. Três bêbados evocam uma lenda que diz que a última pessoa a morrer num ano, se foi um grande pecador, tornar-se-á durante o todo o ano seguinte o condutor do Carro da Morte, aquele que apanha as almas dos mortos... David Holm, um dos três bêbados, morre à última badalada da meia-noite...

Adaptação do romance de Selma Lagerlof, O CARRO FANTASMA é um dos filmes mais famosos (principalmente pelos efeitos especiais) de Victor Sjöström, incursão no fantástico sobre a lenda da "Carroça da Morte" e do seu condutor, o ser que morre na noite de São Silvestre.



Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar.

11/14/2011

SESSÃO 118

A PAIXÃO DE JOANA D'ARC (1928), de Carl Theodor Dreyer


A camponesa Joana D’Arc é julgada herege e condenada à morte em Maio de 1431 por um tribunal religioso, depois de ter liderado os franceses na luta contra o exército invasor inglês, dizendo-se inspirada por Jesus e S. Miguel. Cedendo a sucessivas ameaças, Joana chega a assinar uma confissão de heresia que depois renega para salvar a sua alma, sendo morta na fogueira.



Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar.

10/05/2011

AURORA - O Dia Seguinte



Se AURORA revela-se obra cinematográfica pioneira, intemporal e multitextual, tal deve-se à feliz união entre a criatividade expressionista de F.W. Murnau, os muitos dólares que Hollywood lhe consagrou (é pena que tal acepção, hoje em dia, fosse vista como irremediavelmente negativa) e a abundância de cativantes motivos para espectadores de qualquer geração ou contexto cultural.



A narrativa de AURORA pode ser resumida em poucas linhas. Um jovem agricultor (George O'Brien) é seduzido por uma mulher imoral (Margaret Livingston), a qual convence-o a assassinar a sua esposa (Janet Gaynor, vencedora de um Óscar por este desempenho), vender a quinta e mudar-se para a cidade. O homem, contudo, não é capaz de levar o plano até ao fim, acabando por redescobrir o amor que sente pela esposa após uma breve mas marcante estadia no movimentado e imprevisível quotidiano citadino.

O que parece simples no papel torna-se extraordinário no grande ecrã pela mestria de F.W. Murnau. Representando um dos trabalhos mais sofisticados e tecnicamente brilhantes da era do cinema mudo, os dois directores de fotografia, Charles Rosher (o fotógrafo predilecto de Mary Pickford) e Karl Strauss, construíram um mundo visual que parece preso à sua época e, ao mesmo tempo, intemporal, através de inúmeras e surpreendentes perspectivas forçadas, dramáticos chiaroscuros, composições em matte e montagens ópticas registadas on camera. Os cenários apresentam-se igualmente magníficos, combinando bucólicas paisagens campestres com um fantástico desenho de arquitectura expressionista.



Para um filme produzido há mais de oitenta anos, a elevada reputação crítica de AURORA nunca desvaneceu. Tal sucede não só pela universalidade dos seus temas — as dualidades entre campo/cidade, noite/dia, vício/virtude, vida/morte, etc. — mas, sobretudo, pelo modo como esses assuntos fundem-se num conto moral capaz de materializar estados de espírito (note-se como o dilema do Homem em assassinar a esposa transforma-o num grotesco exemplo de ser humano) e incutir no espectador um sentimento compatível ao de "alma renovada".

Impõe-se conhecer AURORA. Tanto pelo estatuto que ocupa na História do Cinema — e que não se cinge apenas ao período que antecedeu o sonoro — como pela ressonância emocional que, decerto, encontra nas audiências modernas. Num mundo que se apresenta tão racional, muitos de nós só desejariam regressar à "ingenuidade" de dois camponeses numa cidade como a que Murnau aqui encena.

Samuel Andrade.

Nota: este texto reflecte apenas a opinião do autor, não representando a visão geral do 9500 Cineclube.

8/22/2011

SESSÃO 94

::: CICLO HISTÓRIA DO CINEMA :::

FREAKS: PARADA DE MONSTROS (1932), de Tod Browning


(...)
A simples sinopse "não faz justiça a este filme alarmante, porém profundo, que é mesmo preciso ver para crer. Uma raridade (um mostro?) do cinema mundial, considerado por muitos como o filme mais notável na carreira de um realizador, cujos trabalhos incluem a versão original de Drácula (1931)"

in 1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer.

SINOPSE: O filme mais bizarro da história do cinema? Provavelmente, e foi rodado no coração da indústria de Hollywood, nos anos 30. Chama-se FREAKS e freaks (autênticos) são a maioria dos seus actores. É uma história de paixões e vinganças, e de diferenças (umas mais inconciliáveis do que outras); mas é sobretudo uma das manifestações supremas da tortuosa visão do mundo de Tod Browning.



Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar.

6/20/2011

SESSÃO 80

::: CICLO HISTÓRIA DO CINEMA :::

UM CÃO ANDALUZ (1929) + A IDADE DO OURO (1930), de Luis Buñuel

. UM CÃO ANDALUZ


Inédito comercialmente em Portugal mas com múltiplas exibições em cineclubes e sessões culturais a partir dos anos 50. Foi sonorizado em 1960 por Les Grands Films Classiques, segundo as indicações de Buñuel, com fragmentos da ópera Tristão e Isolda de Richard Wagner e tangos argentinos. Foi restaurado em 1993, pelo Fundo Luis Buñuel, em Paris, e pela Kunst-und-Ausstellungshalle der Bundesrepublik, Alemanha.

SINOPSE: Um homem afia uma lâmina de barbear, antes de com ela cortar o olho de uma mulher jovem e impassível. Um ciclista cai. Uma mulher e um homem observam um andrógino e uma mão cortada, e depois acariciam-se. Passado um ano, chega outro homem que ordena ao primeiro que saia da cama. Tudo acaba numa praia onde a mulher encontra um terceiro homem.

. A IDADE DO OURO


O filme esteve proibido em Portugal até ao 25 de Abril. Foi apresentado pela primeira vez, na Cinemateca Portuguesa, a 16 de Junho de 1982, integrado no Ciclo “Filmes e Censura” no Cinema Quarteto. A obra foi restaurada em 1993 pelo Centro Georges Pompidou.

SINOPSE: Numa ilha deserta vivem escorpiões e bandidos, ao pé de esqueletos de bispos deixados ao sol. Um cortejo oficial desembarca na ilha, para celebrar o lançamento da primeira pedra da Roma imperial. A cerimónia é perturbada por um casal que se abraça e rola na lama. O homem é preso mas foge, reencontrando a amada numa festa. Enquanto isto acontece, no castelo de Selliny, Cristo parece satisfeito por participar nas comemorações dos Cento e Vinte Dias de Sodoma.

Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar.

5/09/2011

SESSÃO 66

::: CICLO HISTÓRIA DO CINEMA :::

A BOCETA DE PANDORA, de G. W. Pabst



A bela e sensual Lulu (Louise Brooks) é amante de Peter Schön (Fritz Kortner), um viúvo rico. Quando este lhe anuncia que se vai casar com uma mulher respeitável, Lulu mantém-se imperturbável, mas começa desde logo a fazer planos para destruir esse noivado. Lulu acaba por conseguir o que quer, mas o casamento com Schön abre caminho para uma descida aos infernos, não havendo, para um como para outro, qualquer hipótese de redenção.

A BOCETA DE PANDORA é uma das obras-primas da Sétima Arte, tendo imortalizado a actriz Louise Brooks e o realizador austríaco Georg Willhelm Pabst como estrelas maiores do cinema mudo.



Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar.

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