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7/25/2011

SESSÃO 89

::: DOCUMENTÁRIOS COM ARTE :::

ANTÓNIO SENA: A MÃO ESQUIVA (2009), de Jorge Silva Melo


António Sena expõe desde 1964. Pintor discreto e esquivo, é autor de uma das obras mais consistentes da arte portuguesa contemporânea.

Serralves realizou em 2003 uma extraordinária exposição-retrospectiva de António Sena.

Eu não o conhecia pessoalmente, nunca o vira; mas conhecia-lhe grande parte da obra discreta, intensa, original.

Sentados à mesma mesa na noite do jantar da inauguração surgiu a ideia de virmos a fazer um documentário sobre o seu trabalho: não um documentário exaustivo, histórico, retrospectivo, mas uma maneira de ver a transformação das formas no tempo.
E fomos filmando: entre 2003 e 2009, na preparação da exposição "
Books=Cahiers" que inaugurou na Fundação Vieira da Silva em Julho de 2009.

O que me interessou foi filmar-lhe "a incessante mão", a mão que escrevinha, rasura, escreve, acrescenta, pinta e apaga ou pinta e inscreve.

Ou a mão que comenta, sublinha, se lembra.

A mão de Maria Filomena Molder que pensa.
Incessantemente.

Para "salvar a biblioteca do incêndio", na bela formulação de João Lima Pinharanda.


Jorge Silva Melo

Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar.

7/06/2011

ANA VIEIRA: E O QUE NÃO É VISTO — O Dia Seguinte



A propósito da exposição Muros de Abrigo, que proponha uma retrospectiva da carreira de Ana Vieira, Jorge Silva Melo assinou este documentário, intrinsecamente televisivo, cuja realização nunca pretende soçobrar a visão da entrevistada, pois são as experiências proporcionadas pela sua obra que realmente dão vida ao filme.

As obsessões, aspirações e concretizações artísticas de Ana Vieira são, aqui, competentemente explicadas pela própria criadora, registada pela câmara de um modo quase tão fugidio quanto as suas instalações que "brincam" com sombras e espaços, permitindo assim a compreensão, por parte do espectador menos familiarizado, de um dos mais singulares percursos criativos portugueses da actualidade.

ANA VIEIRA: E O QUE NÃO É VISTO recusa, contudo, entrar na intimidade pessoal da criadora — a referência a esse facto não é sinónimo de defeito — ficando apenas manifesto a obra artística. Porque aquilo "que não é visto", muitas das vezes, suscita uma maior e satisfatória curiosidade...

Samuel Andrade.

Nota: este texto reflecte apenas a opinião do autor, não representando a visão geral do 9500 Cineclube.

7/04/2011

SESSÃO 82

::: CICLO ARTES PLÁSTICAS :::

ANA VIEIRA: E O QUE NÃO É VISTO, de Jorge Silva Melo



É insólito o lugar de Ana Vieira na arte portuguesa: trabalhando o rasto, a sombra, a passagem da luz (ou dos corpos?), o reflexo, a sobreposição, a pegada, a memória ou a planificação do futuro, a sua arte raia o invisível. E questiona o lugar da arte - e do espectador, colocado sempre "de fora" ou com a consciência do "off".

Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar.

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