11/28/2011

SESSÃO 130

CORRE EMANUEL, CORRE (2011), de Emanuel Macedo e Bruno Correia + 6=0 HOMEOSTÉTICA (2009), de Bruno de Almeida



CORRE EMANUEL, CORRE é uma viagem de aproximação ao universo criativo de Maria Emanuel Albergaria. Baseado / inspirado na exposição / instalação "Uma Casa na Floresta", este filme convida à fruição sensorial de uma geometria de sentimentos.

Co-Produção do 9500 Cineclube que recebeu o Prémio do Público no Festival de Cinema dos Açores — Faial Fimes Fest 2011.

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Documentário sobre o movimento Homeostética, que surgiu em Lisboa nos anos 80 e foi constituído pelos artistas Fernando Brito, Ivo, Pedro Portugal, Pedro Proença, Manuel João Vieira e Xana.

Utilizando o humor como estratégia de demarcação crítica, a Homeostética manteve sempre uma posição marginal de fortes influências Dadaistas e desenvolveu uma intensa produção que resultou em exposições, textos, manifestos, filmes, concertos e outras performances colectivas. Discretos nas suas realizações e desprezando olimpicamente a sua própria glorificação, os homeostéticos perderam em visibilidade externa o que vieram a ganhar em modo de existência. Para eles o sentido da vida encontrava-se na criação artística e a criação artística, por sua vez, permitia-lhes inventar novas possibilidades de vida.



Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar.

11/21/2011

SESSÃO 129

Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar

"A Morte de Carlos Gardel", a primeira adaptação cinematográfica de uma obra de António Lobo Antunes.

SINOPSE: A história de Nuno, um jovem toxicodependente em coma, a morrer num hospital. Durante os dois dias em que se encontra entre a vida e a morte, cada um dos familiares evoca junto a ele uma teia de recordações do passado, através das quais percebemos o presente de Nuno. Álvaro e Cláudia, os pais divorciados e as suas novas relações disfuncionais, Graça, a tia médica que nunca terá filhos porque vive com Cristiana, todos eles se sentem culpados pelo estado de Nuno, pelos desalentos da vida, mas também pelos sonhos que criaram. O pai, Álvaro, apaixonado por tango, recusa-se a aceitar a morte de Nuno, deixando-se levar numa espiral de delírio e confundindo um imitador com o seu cantor de tango argentino favorito, já desaparecido: Carlos Gardel.

11/14/2011

SESSÃO 118

A PAIXÃO DE JOANA D'ARC (1928), de Carl Theodor Dreyer


A camponesa Joana D’Arc é julgada herege e condenada à morte em Maio de 1431 por um tribunal religioso, depois de ter liderado os franceses na luta contra o exército invasor inglês, dizendo-se inspirada por Jesus e S. Miguel. Cedendo a sucessivas ameaças, Joana chega a assinar uma confissão de heresia que depois renega para salvar a sua alma, sendo morta na fogueira.



Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar.

11/07/2011

SESSÃO 117

FANTASIA LUSITANA (2010), de João Canijo


FANTASIA LUSITANA é um documentário que explora a relação do povo português com os estrangeiros refugiados da II Guerra Mundial, a forma como a sua estadia no nosso país influenciou (ou não) o nosso olhar sobre a guerra, e uma procura pela herança cultural deixada (ou não) pela sua passagem.

Uma leitura interpelante da história portuguesa do século XX construída inteiramente a partir de imagens de arquivo e da leitura de testemunhos desses refugiados nas vozes de Hanna Schygulla, Rudiger Vogler e Christian Patey.



Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar.

10/18/2011

FESTA MUNDIAL DA ANIMAçÃO


PROGRAMAÇÃO


PANORAMA DA ANIMAÇÃO PORTUGUESA

Uma selecção dos melhores filmes portugueses realizados entre 2010 – 2011.
MAIORES de 10 anos | Duração total: 87 MINUTOS
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24 de Outubro – 21h30
26 de Outubro – 10h30
27 de Outubro – 14h00
29 de Outubro – 10h00
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INDEPENDÊNCIA DE ESPÍRITO, Marta Monteiro
MY MUSIC, Tiago Albuquerque e João Braz
OS OLHOS DO FAROL, Pedro Serrazina
OS MILIONÁRIOS, Mário Gajo de Carvalho
QUEM É ESTE CHAPÉU, Joana Toste
SEM QUERER, João Fazenda e João Paulo Cotrim
O SAPATEIRO, David Doutel Vasco Sá
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PANORAMA INFANTIL

Uma sessão feita à medida dos mais pequenos, com histórias animadas, cheias de lirismo e fantasia.
DOS 6 E AOS 12 anos | Duração total: 52 MINUTOS
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25 de Outubro – 10h30
26 de Outubro – 14h00
29 de Outubro – 10h00
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FOXY & MEG de André Letria (Portugal)
FLUFFY MCLOUD de Conor Finnagan (Irlanda)
WHISTLELESS de Siri Melchior (Dinamarca)
REPITU de Jana Richtmeyer (Alemanha)
GINJAS de Zepe e Humberto Santana (Portugal)
LES BALLONS NE REVIENNENT JAMAIS, de Cecília Marreiros Marun (Bélgica)
SALTINHO A MADRID, de Luís da Matta Almeida (Portugal)
DODU de José Miguel Ribeiro (Portugal)
THE LOST THING de Andrew Ruhemann & Shaun Tan (Austrália)
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CARTOON D’OR 2011

Sessão com os nomeados para o cartoon d’or, o grande prémio europeu para animação.
Maiores de 14 anos | Duração total: 72 MINUTOS
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28 de Outubro – 10h30
28 de Outubro – 14h00
28 de Outubro – 21h30
29 de Outubro – 16h30
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MOBILE, Verena Fels
PATHS OF HATE, Damian Nenow
THE GRUFFALO, Jakob Schuh & Max Lang
PIVOT, André Bergs
THE LITTLE BOY AND THE BEAST, Johannes Weiland e Uwe Heidschötter
THE EXTERNAL WORLD, David O’Reilly
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BEST OF E-MAGICIENS 2010 - ANIMAÇÃO DIGITAL


filmes premiados no E-Magiciens, um festival orientado para a jovem criação artística. Todos os anos se anunciam ali os melhores filmes provenientes das melhores escolas de animação do mundo.
MAIORES de 12 anos | Duração total: 60 MINUTOS

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24 de Outubro – 14h00
25 de Outubro – 14h00
27 de Outubro – 10h30
29 de Outubro – 15h00

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PHYSIQUES, Renaud Jaillette
RAME DAMES, Etienne Guiol
LOOM, Ilija Brunck, Jan Bitzer, Csaba Letay
MOBILE, Verena Fels
CONDAMNÉ À VIE , Hannah Letaïf, Vincent Carretey
GRISE MINE, Rémi Vandenitte
SODRAS (FLOW), Dorottya Szabo
THE BOY WHO WANTED TO BE A LION, Alois Di Leo
MATTER FISHER, David Prosser
CHERNOKIDS, Matthieu Bernadat , Nils Boussuge , Florence Ciuccoli, Clément Deltour, Marion Petegnief
MATATORO, Raphaël Calamote, Mauro Carraro , Jérémy Pasquet
TELEGRAPHICS, Antoine Delacharlery, Lena Schneider, Léopold Parent, Thomas Thibault

10/11/2011

SANGUE DO MEU SANGUE — O Dia Seguinte



Amores condenados, ego sádico no espírito de pequenos criminosos, disparidades familiares e a "puta de vida" da classe média-baixa em toda a sua rotina e todo o seu sofrimento confluem neste drama que consolida João Canijo como um formidável inovador na observação de hábitos e costumes lusos e, sem dúvida, o melhor contador de histórias no feminino do panorama nacional.



Sem expor um argumento inteiramente original (há muito de, por exemplo, Pedro Almodóvar e Mike Leigh na narrativa de SANGUE DO MEU SANGUE) nem desejando formular qualquer tipo de denúncia económico-social, Canijo aposta no realismo de cenários e personagens inserido na artificialidade de minuciosos planos-sequência e num espantoso trabalho de sonoplastia que, muitas vezes, apresenta ao espectador três situações — naquilo que não resisto em apelidar de "tridimensionalidade de som" — a decorrer, em simultâneo, na mesma meia dúzia de metros quadrados.

Este é o grande ponto forte de SANGUE DO MEU SANGUE. A colocação de diversas acções principais num segundo plano visual e sonoro está longe de se afigurar como mero exercício de estilo; avisa-nos, isso sim, dos segredos escondidos à superfície desta realidade que o argumento se encarregará de revelar. E, logo descobertos, a mise-en-scène transfigura-se completamente: de súbito, multiplicam-se os close-ups e as cenas filmadas com câmara ao ombro até à precipitação dos dois dramas cimeiros de SANGUE DO MEU SANGUE, ou para a semi-tragédia ou na opção pela manutenção de uma qualidade de vida que, embora arredada do ideal, não se deseja pior.



SANGUE DO MEU SANGUE pertence, brilhante e irremediavelmente, às suas actrizes: impecáveis Rita Blanco (numa versão emancipada da sua Margarida Lopes na série televisiva CONTA-ME COMO FOI), Anabela Moreira e Cleia Almeida, sem temor do reconhecimento de culpa nem da humilhação perante um elenco masculino muito eficaz na composição de homens com "h" pequeno...

É o melhor filme português estreado em 2011 — e pelo contexto temporal, dificilmente será destronado de tal estatuto. Se é "obra-prima" ou "o filme que reconciliará o público português com o o seu Cinema", só o tempo o dirá. Mas, pessoalmente, espero que o veredicto seja positivo. Obrigatório.

Samuel Andrade.

Nota: este texto reflecte apenas a opinião do autor, não representando a visão geral do 9500 Cineclube.

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