Filme exibido hoje, pelas 17h no Cine Solmar, pelo 9500 Cineclube:
6/04/2011
Sobre SEM NOME
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CARY FUKUNAGA,
MOBY DICK,
SEM NOME
6/03/2011
5/31/2011
DURANTE O FIM — O Dia Seguinte

Documentário introspectivo, existencialista e hipnótico, DURANTE O FIM acompanha os ideais criativos de Rui Chafes num estilo quase experimental que mistura a solidão do artista na sua oficina, soldando e perfurando aço, com a poesia de Heinrich von Klein e trechos do ANDREI RUBLEV de Tarkovsky para nos colocar na mente de um indivíduo em pleno processo criativo.
O peculiar formalismo de João Trabulo é, sem dúvida, o principal motivo para lhe dedicarmos uma hora e dez minutos do nosso tempo. Aparentemente direccionado para quem está familiarizado com a obra do escultor visado, poderá tornar-se quase impenetrável para os desconhecedores, mas a sua sensibilidade cinematográfica, irresistível no modo como utiliza a luz e distorce o som, oferece ao espectador o desejo de permanecer até ao final e, talvez, abrir caminho à descoberta de como se expressa Rui Chafes... o qual demonstra-se melhor criador do que narrador de documentários: a sua voz-off, monocórdica e com raciocínio pejado de paradoxos, constitui um ponto mais negativo do que a já referida ausência de contextualização sobre o seu percurso.
Um projecto de fragmentado resultado, mas que desperta a atenção para o potencial de João Trabulo.
Samuel Andrade.
Nota: este texto reflecte apenas a opinião do autor, não representando a visão geral do 9500 Cineclube.
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JOÃO TRABULO,
TEXTOS
5/30/2011
SESSÃO 69
::: CICLO ARTES PLÁSTICAS :::
DURANTE O FIM, de João Trabulo

DURANTE O FIM é uma viagem ao universo artístico, interior e secreto do escultor Rui Chafes.
No atelier, território de eleição do artista, percebe-se como tudo acontece: do barulho das máquinas ao silêncio que envolve a concepção e idealização de cada escultura, surgem sons, imagens e vozes de outros tempos.
Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar.
DURANTE O FIM, de João Trabulo

DURANTE O FIM é uma viagem ao universo artístico, interior e secreto do escultor Rui Chafes.
No atelier, território de eleição do artista, percebe-se como tudo acontece: do barulho das máquinas ao silêncio que envolve a concepção e idealização de cada escultura, surgem sons, imagens e vozes de outros tempos.
Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar.
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CICLO ARTES PLÁSTICAS,
JOÃO TRABULO,
PROGRAMAÇÃO
5/24/2011
A OITAVA COR DO ARCO-ÍRIS — O Dia Seguinte

No panorama contemporâneo da produção cinematográfica brasileira, onde predomina a denúncia à miséria e violência urbanas (CIDADE DE DEUS, 2002), retratos acusatórios da corrupção que grassa na política, lei e comunicação social (TROPA DE ELITE, 2007) ou biografias sobre personalidades da História recente do Brasil (LULA, O FILHO DO BRASIL, 2009), surpreende pela positiva encontrar um título que invoque a vivência da humanidade rural, estimule a sensibilidade do espectador e constitua exercício absolutamente neo-realista sem pretensões que não seja as de explanar, narrativa e visualmente, uma história totalmente simples.
A OITAVA COR DO ARCO-ÍRIS revela-se uma descoberta, apenas e sobretudo, por fugir à "conjuntura" acima descrita. O argumento pode estar pejado de lugares-comuns, a fotografia é quase banal, a resolução da história ocorre de forma extemporânea e existem situações que poderíamos jurar já ter visto em dezenas de outras obras, mas excede em desafiar o espectador a encontrar o que não está imediatamente à superfície.

Elaborando um óbvio contraste entre a cidade e o campo, a viagem de Joãozinho a Cuiabá, capital do estado de Mato Grosso, para vender a cabrita de estimação e, com esse dinheiro, adquirir os medicamentos que aliviem a enfermidade da sua avó, mais não é do que um pretexto para Amauri Tangará sublinhar a ingenuidade e emocionalidade que ainda determinam a existência de muitos indivíduos num planeta demasiado racional e globalizado.
Apesar do aparato pouco sofisticado, A OITAVA COR DO ARCO-ÍRIS destaca-se pela sua banda sonora apelativa e pela interessante mise-en-scène das sequências situadas em Cuiabá, nomeadamente o facto de Joãozinho ser quase exclusivamente filmado à distância, ou em expressivos picados e contra-picados, numa evidente vontade de salientar o deslocamento do protagonista face à urbe que o envolve.

Por vezes, menos é mais. E, nesse particular, é impossível negar o charme muito próprio de A OITAVA COR DO ARCO-ÍRIS, merecedor de atento visionamento.
[As duas curtas-metragens, também de Amauri Tangará e ontem exibidas pelo 9500 Cineclube, reforçam alguns dos elementos presentes em A OITAVA COR DO ARCO-ÍRIS. HORIZONTEM e, sobretudo, POBRE É QUEM NÃO TEM JIPE são peças de imenso humanismo devidamente acompanhas pela fascinante paisagem natural do Mato Grosso.]
Samuel Andrade.
Nota: este texto reflecte apenas a opinião do autor, não representando a visão geral do 9500 Cineclube.
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AMAURI TANGARÁ,
TEXTOS
5/23/2011
SESSÃO 68
::: 3 FILMES DE AMAURI TANGARÁ :::

POBRE É QUEM NÃO TEM JIPE
(Brasil, Ficção, 1999, 22’)
Realização: Amauri Tangará
Interpretação: Diego Borges, Danilo Pereira, Alda Regina
Elenco: Diego Borges, Danilo Pereira, Luana Feltrin, Alana Moraes
Fotografia: Mauro Pinheiro
Montagem: Flávio Zettel
Música: Alcemar Mattos e Júlio Cezar.
SINOPSE:
A história de um menino que sonhava em conhecer o outro lado dos horizontes.
E descobre o significado de "pobre"...
--------------------------------------------
HORIZONTEM
(Brasil, Ficção, 2008, 15’)
Realização: Amauri Tangará
Interpretação: Vera Capilé, Júlio Carcará, Tuka Calgaro, Rafael Mendes
Fotografia: João Carlos Bertoli
Som: Yuri Kopcak
Montagem: Bruno Correia
Música: João Pimentel
SINOPSE:
O Futuro manda notícias.
--------------------------------------------
A OITAVA COR DO ARCO-ÍRIS
(Brasil, Ficção, 2004, 80’)
Realização: Amauri Tangará
Interpretação: Diego Borges, Izabel Serra (Belinha), Waldir Bertúlio e Renan Dimuriez
Fotografia: André Luis Cunha
Montagem: Flávio Zettel
Música: Fabrício Carvalho
SINOPSE:
Na pequena vila de Nossa Senhora da Guia, vive o menino Joãzinho, criado pela avó dona Didinha, que o adotou depois que seu pai desapareceu num garimpo e sua mãe foi parar num bordel. Muito doente, a velha Didinha sustenta o neto com a mísera aposentadoria que recebe. Uma noite Joãzinho desperta com as orações de sua avó pedindo a Deus que a leve embora, pois não suporta mais as dores que sente e a falta de condições para comprar remédios que a aliviem. Ao ouvir isso, Joãzinho toma uma importante decisão: vender "mocinha", sua cabrita, o único animal de estimação que possuía e com o dinheiro comprar os remédios que sua avó necessita.
Clandestinamente leva a cabrita para a capital, sem conhecer nada nem ninguém passa por todo tipo de aventuras e descobre o lado duro de uma cidade grande, que contrasta com sua ingenuidade de menino nascido e criado no bucolismo saudável de uma pequena vila do rio acima.

POBRE É QUEM NÃO TEM JIPE
(Brasil, Ficção, 1999, 22’)
Realização: Amauri Tangará
Interpretação: Diego Borges, Danilo Pereira, Alda Regina
Elenco: Diego Borges, Danilo Pereira, Luana Feltrin, Alana Moraes
Fotografia: Mauro Pinheiro
Montagem: Flávio Zettel
Música: Alcemar Mattos e Júlio Cezar.
SINOPSE:
A história de um menino que sonhava em conhecer o outro lado dos horizontes.
E descobre o significado de "pobre"...
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HORIZONTEM
(Brasil, Ficção, 2008, 15’)
Realização: Amauri Tangará
Interpretação: Vera Capilé, Júlio Carcará, Tuka Calgaro, Rafael Mendes
Fotografia: João Carlos Bertoli
Som: Yuri Kopcak
Montagem: Bruno Correia
Música: João Pimentel
SINOPSE:
O Futuro manda notícias.
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A OITAVA COR DO ARCO-ÍRIS
(Brasil, Ficção, 2004, 80’)
Realização: Amauri Tangará
Interpretação: Diego Borges, Izabel Serra (Belinha), Waldir Bertúlio e Renan Dimuriez
Fotografia: André Luis Cunha
Montagem: Flávio Zettel
Música: Fabrício Carvalho
SINOPSE:
Na pequena vila de Nossa Senhora da Guia, vive o menino Joãzinho, criado pela avó dona Didinha, que o adotou depois que seu pai desapareceu num garimpo e sua mãe foi parar num bordel. Muito doente, a velha Didinha sustenta o neto com a mísera aposentadoria que recebe. Uma noite Joãzinho desperta com as orações de sua avó pedindo a Deus que a leve embora, pois não suporta mais as dores que sente e a falta de condições para comprar remédios que a aliviem. Ao ouvir isso, Joãzinho toma uma importante decisão: vender "mocinha", sua cabrita, o único animal de estimação que possuía e com o dinheiro comprar os remédios que sua avó necessita.
Clandestinamente leva a cabrita para a capital, sem conhecer nada nem ninguém passa por todo tipo de aventuras e descobre o lado duro de uma cidade grande, que contrasta com sua ingenuidade de menino nascido e criado no bucolismo saudável de uma pequena vila do rio acima.
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