3/08/2011

FILME SOCIALISMO — O Dia Seguinte


Poderíamos deitar o nosso olhar mais subjectivo sobre FILME SOCIALISMO e de lá nada retirar.



Do ponto de vista técnico, não estamos perante nada de revolucionário: já Michael Haneke fez este tipo de experiência audiovisual nos anos 90 (O SÉTIMO CONTINENTE ou 71 FRAGMENTOS DE UMA CRONOLOGIA DO ACASO, só para citar dois exemplos flagrantes) com maior sucesso. A "narrativa", dividida entre a denúncia aos comportamentos de consumo da nossa era e a reflexão sobre o Século XX Europeu, pouco transmite.

A jovem insolente, que surge no segundo segmento do filme, parece personificar o Jean-Luc Godard representado em FILME SOCIALISMO perante os tempos modernos: impregnado duma ideologia suspensa no tempo, anacrónica, sem motivos de existir.



Para além da sua óbvia capacidade de suscitar debate, vale-lhe a indulgência reservada a autores do seu estatuto. Uma atitude que, para mim, chega a ser quase desrespeitosa. Ninguém retira a Godard o importante papel desempenhado em prol dos patamares artístico e teórico alcançados pela Sétima Arte, logo não seria necessário estar-se a formular "cartas de retractação" que o próprio cineasta (se bem o conhecemos...) rejeitaria subscrever.

Não se inventem argumentos para encontrar preciosos achados de semântica em FILME SOCIALISMO, nem se compare este título com a filmografia, antiga ou recente, do realizador. Olhemos para a obra, exibida ontem à noite pelo 9500 Cineclube de Ponta Delgada, tal como ela é: uma longa dissertação de um indivíduo cada vez mais determinado em não comunicar com a sua plateia.

Samuel Andrade.

Nota: este texto reflete apenas a opinião do autor, não representando a visão geral do 9500 Cineclube.

3/04/2011

SESSÃO 56

::: SESSÃO ESPECIAL (ESTREIA) :::

FILME SOCIALISMO, de Jean-Luc Godard


FILME SOCIALISMO é um filme dividido em três momentos: o primeiro ocorre num navio onde se fundem e entrelaçam várias histórias de viajantes de todas as partes do mundo; o segundo retrata o conflito familiar onde os progenitores são postos à prova; finalmente, o momento em que o realizador expõe as suas ideias sobre a Europa e o mundo contemporâneo.

Última longa-metragem de Jean-Luc Godard, estreada no último Festival de Cannes, é um ensaio sobre a Europa e o mundo.



07 de Março (Segunda-Feira), pelas 21h30, no Cine Solmar

2/25/2011

SESSÃO 53

::: 1º ANIVERSÁRIO DO 9500 CINECLUBE :::

THIS LAND IS MINE, de Jean Renoir




Hoje, pelas 21h30, no Cine Solmar

2/13/2011

SESSÃO 51

::: CICLO HISTÓRIA DO CINEMA :::

O COURAÇADO POTEMKIN, de Sergei Eisenstein



Em 1926 a Academia Americana de Artes elegeu-o como "melhor filme do mundo", e em 1958 a Exposição Internacional de Bruxelas considerou-o "melhor filme de todos os tempos e de todos os povos".

Este filme de Sergei Eisenstein é tido, unanimemente, como um dos melhores de sempre da História do Cinema e uma obra (praticamente) insuperável: pela sofisticação formal, pelo prodigioso exercício de estilo, pela montagem inovadora, pela estética de ruptura, pela sublime plasticidade das imagens.



Amanhã, pelas 21h30, no Cine Solmar.

2/04/2011

SESSÃO 50

::: CICLO ARTES PLÁSTICAS :::

A CORAGEM DE LASSIE, de Francisca Manuel



A CORAGEM DE LASSIE é um filme sobre Ana Jotta ou sobre o seu trabalho? Talvez seja sobre uma espécie de superfície (cujo equivalente material, no filme, é o ecrã que a imagem cinematográfica supõe) onde as duas coisas se entrelaçam suavemente. O filme não quer «aprofundar» muito, não quer «ver muito», seja do atelier, seja da casa, seja da própria Ana Jotta. Há uma distância, e, por seu intermédio, tudo desliza em ambas as superfícies, como um ritornello de Ana Jotta. São estes os efeitos mais sensíveis e onde é inscrita a ética da distância deste filme.

Edmundo Cordeiro
Amândio Coroado
(in "folha de sala" da Cinemateca Portuguesa, 2009)



07 de Fevereiro (Segunda-Feira), pelas 21h30, no Cine Solmar

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