12/09/2010

SESSÃO 41

:::CICLO NOVO CINEMA HOLANDÊS:::

CURTAS METRAGENS 1

. ABOUT A FISH REVOLUTION

Realizador: Margien Rogaar
Argumento: Jackeline Epskamp
Duração: 11 minutos



Curta-metragem acerca de pesca, casamento e xenofobia. Dois mundos separados reúnem-se no local de pesca de Gerard. O seu casamento perdeu o encanto, já não convive com os amigos e os peixes que apanha são pequenos demais.

. BIG BUCK BUNNY

Realização e argumento: Sascha Goedegebure
Duração: 10 minutos



Big Buck acorda e sai da sua toca e é importunado por três arruaceiros, Gimera, Frank e Rinky. Quando Gimera mata uma borboleta, Buck decide vingar-se.

. ACTIVITY CENTRE

Realização: Michael van Djik e Sjeng Schupp
Duração: 5 minutos

Horror na sala de estar.
Tudo parece estar normal, mas aos poucos as coisas estão ficando fora de controlo.

. DEN HELDER

Realização: Jorien van Nes
Argumento: Maartje Pompe van Meerdervoort
Duração: 38 minutos



Den Helder é uma cidade vulgar no norte da Holanda. Ali, assistimos à reunião fugaz de dois irmãos, Maarten, que se alistou como fuzileiro e seguirá em breve para uma missão no Líbano, e Emiel, recém-saído da prisão. Durante o pouco tempo em que estão juntos, os irmãos confrontam-se, descobrem-se, conhecem-se.

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Sábado, pelas 18h, no Cine Solmar. Entrada gratuita

12/07/2010

The closet scene...

[...ou os efeitos permanentes que um tremendo clássico provocam.]



Durante aproximadamente 90 minutos, um pequeno grupo de cinéfilos de Ponta Delgada assistiu, ontem à noite, à exibição de O LÍRIO QUEBRADO, uma das obras seminais da influente carreira de David Wark Griffith.

Para além da observação dos avanços técnicos de Griffith para aquilo que hoje em dia conhecemos como "gramática do Cinema" (nomeadamente, os primeiros usos de grandes planos, travellings e flashbacks), O LÍRIO QUEBRADO possui a fabulosa interpretação de Lillian Gish — a primeira grande actriz da Sétima Arte? — que, quase 100 anos depois, não perdeu nenhuma da sua intensidade emocional.

Este facto é consubstanciado na famosa "cena do armário". Aqui, Gish representa o horror de uma rapariga (Lucy) que se contorce num espaço claustrofóbico, qual animal torturado consciente de que não existe fuga possível.



Tão ou mais interessante quanto a sequência em si, são as histórias em torno da sua rodagem. Sobre a mesma, Richard Schickel recordou:

«É desoladora e, ao mesmo tempo, avassalada pelo talento da actriz. Aparentemente, a sua histeria foi exacerbada pelos insultos que Griffith lhe lançou antes de pôr a câmara a rodar. Gish, por seu lado, afirma que os movimentos da criança torturada foram improvisados no momento e que, quando terminou a cena, toda a gente no estúdio ficou em silêncio, apenas quebrado pela exclamação de Griffith: "Meu Deus! Por que não me avistaste que ias fazer isso?!» (em D.W. Griffith: an American Film Life)

Só podemos agradecer aos "deuses" do Cinema que O LÍRIO QUEBRADO seja um filme mudo. Pois os gritos que Gish vociferou durante a filmagem da "cena do armário" atraíram dezenas de transeuntes fora do estúdio, convencidos de que alguém estava mesmo em perigo, forçando os funcionários da United Artists ao trabalho de impedirem que fosse invadido por aterrados curiosos.

São pormenores destes que originam filmes únicos, os quais, hoje em dia, só conseguem ser devidamente apreciados em ambientes cineclubistas. E o presente ciclo História do Cinema promete mais momentos assim...

Samuel Andrade

12/05/2010

Sobre O LÍRIO QUEBRADO

«A reputação de que goza D.W. Griffith nos meios académicos, apesar de ligeiramente exagerada, é contudo, isenta de contestação. Não fossem as suas contribuições, o cinema americano, e talvez mesmo o cinema mundial seriam diferentes.



O NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO e INTOLERÂNCIA são merecidamente os seus filmes de maior renome, eternizados em virtude das manipulações extraordinárias da história de da montagem. No entanto, outra das suas obras, O LÍRIO QUEBRADO, destaca-se por entre os seus trabalhos, e é sem dúvida, a mais bela das suas películas. Esta terna e trágica história de amor e sofrimento traz o romance místico entre uma jovem abandonada nos bairros de Londres e um jovem chinês que viaja por Inglaterra espalhando a filosofia oriental.

Este é o filme mais sério, poético e dramático de Griffith, adaptado do livro '
Limehouse Nights', de Thomas Burke. Lillian Gish tem uma grande interpretação, como a jovem de quinze anos de idade, assustada com a sua vida miserável. Este filme foi rodado em apenas três semanas e, apesar do orçamento modesto, foi um grande sucesso de crítica e público. De certo modo este filme fez com que a crítica não considerasse tanto a imagem de racista que ficou impregnada em D. W. Griffith.»

My One Thousand Movies

12/02/2010

SESSÃO 40

::: CICLO HISTÓRIA DO CINEMA :::

O LÍRIO QUEBRADO, de D.W. Griffith



O mais famoso filme de D.W. Griffith ao lado de O NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO (1915) e INTOLERÂNCIA (1916).

Trocando a dimensão épica e espectacular dos primeiros por um lirismo exacerbado, O LÍRIO QUEBRADO, à época considerado "a primeira genuína tragédia do Cinema" (Photoplay), tem uma rara intensidade emocional, sublinhada por uma atmosfera visual que fez história. Foi a primeira experiência para cinema do fotógrafo Hendrik Sartov, responsável pelos planos de imagens difusas que tornaram célebre a fotografia do filme.

Três interpretações inesquecíveis: Lillian Gish, Richard Barthelmess e Donald Crisp.

12/01/2010

SESSÃO 39

:::CICLO NOVO CINEMA HOLANDÊS:::

ZOO RANGERS IN SOUTH AMERICA, de Johan Nijenhuis



Quando é dada aos Zoo Rangers a missão de encontrar, na América do Sul, uma borboleta extremamente rara, estes dividem-se em dois grupos. Enquanto um vai ao encontro dos membros da expedição que primeiro descobriu as borboletas, o outro avança para a floresta tropical em busca dos espécimes. Ambos os grupos se deparam com perigos e aventuras – crocodilos, tarântulas, uma competição de tango, um macaco apaixonado, uma manada em fuga, uma turma de crianças brasileiras…

Os Zoo Rangers acabam por descobrir as verdadeiras e criminosas intenções da cliente que contratou os seus serviços, intenções que podem levar à completa destruição da floresta tropical.



Sábado, pelas 18h, no Cine Solmar.

11/23/2010

SESSÃO 38

:::CICLO NOVO CINEMA HOLANDÊS:::

LOVE IS ALL, de Joram Lürsen



O amor é como o Pai Natal: é preciso acreditar que ele existe, caso contrário não funciona.

Após a infidelidade do marido com a professora do seu filho, Klaasje apaixona-se por um Don Juan adolescente. A sua melhor amiga, Simone, parece viver um matrimónio feliz, mas a sua incansável busca pela perfeição está a produzir efeitos menos positivos no seu casamento. Kiki também está apaixonada, e alimenta um romance com Valentijn, o príncipe mais elegível da família real holandesa. Kees, um agente funerário, e Victor, um salva-vidas, estão apaixonados. Planeiam casar-se em breve, mas agora Kees começa a pensar duas vezes...



Sábado, pelas 18h, no Cine Solmar.

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