O 9500 Cineclube é uma associação cultural sem fins lucrativos que tem como principal objectivo uma intervenção sistemática no âmbito da cultura em geral e do cinema em particular, com a promoção do cinema e vídeo, nomeadamente exibições, formação, debates, produção, edição e venda de produtos relacionados.
Na próxima sessão iniciamos um novo ciclo, desta vez, dedicado ao documentário sobre artes plásticas. Neste ciclo serão apresentadas documentários sobre ANTÓNIO PALOLO, MÁRIO ELÓI, EDUARDO BATARDA, JULIÃO SARMENTO, FERNANDO LANHAS, FERNANDO CALHAU, JOÃO PENALVA, JOSÉ PEDRO CROFT, ANA HATHERLY, ANTÓNIO SENA, PEDRO CABRITA REIS, JOSÉ GUIMARÃES, JOÃO LOURO, HELENA ALMEIDA, JOANA VASCONCELOS, JOSÉ PEDRO CROFT, MICHAEL BIBERSTEIN e ANA JOTTA entre muitos outros.
Em Agosto o 9500 Cineclube iniciará dois novos ciclos.
O primeiro, denominado “Saudades da Terra”, a lançar já no próximo dia 2 de Agosto com o filme Adeus Pai, de Luís Filipe Rocha, será dedicado aos filmes produzidos ou rodados nos Açores.
30 de Agosto marcará o arranque de um extenso ciclo dedicado às Artes Plásticas com a exibição de Pelas Sombras de Catarina Mourão, um documentário sobre a obra de Lourdes Castro. 2 de Agosto
Cine Solmar > 21h30
CICLO SAUDADES DA TERRA
ADEUS PAI Realizador: Luís Filipe Rocha Género: Drama
Ano: 1996
Com: José Afonso Pimentel, João Lagarto, Laura Soveral
SINOPSE:
Não é só para Filipe – que, aos 13 anos, consegue realizar o sonho de conhecer melhor o pai, Manuel, numa fantástica viagem aos Açores. É também para a dona da pensão, às voltas com o retrato do pai, de quem não se lembra, omnipresente na parede da sala; e para os novos amigos do adolescente, que vão cruzar o oceano em busca do progenitor. Cada personagem de “Adeus, Pai” tem o seu próprio pai por resolver. E Filipe nem sequer é dos que se safam pior. A surpresa de ver o pai chegar-lhe à cama, dizendo que vão de férias juntos – pela primeira vez na vida; a primeira desilusão quando, à chegada, o pai compra um monte de jornais; as confissões e intimidades; as brincadeiras e disparates de ambos no cenário onírico dos Açores. Mas se tudo isto é um sonho tornado realidade para o rapaz de Lisboa, às vezes a realidade prega-nos partidas que se evitam sonhando.
16 de Agosto
Cine Solmar > 21h30 CICLO CINEMA NO FEMININO
EU, TU E TODOS OS QUE CONHECEMOS Realizador: Miranda July
Género: Comédia Dramática
Ano: 2005
Com: John Hawkes, Miranda July, Miles Thompson
SINOPSE:
Christine Jesperson é uma artista solitária que usa as suas visões artísticas fantásticas para atrair as suas aspirações e os seus objectos de desejo para mais perto de si. Richard Swersey (John Hawkes), um recém-divorciado e pai de dois rapazes, está preparado para acontecerem coisas extraordinárias. Mas quando conhece a cativante Christine, entra em pânico. A vida não é tão clara para Robby, o filho de 7 anos de Richard, que está a viver um romance na internet com uma estranha e o seu irmão de 14 anos, Peter, que se transforma na cobaia das raparigas da vizinhança que com ele praticam para os seus futuros romances e casamentos. Todos procuram laços através de caminhos difíceis e encontram redenção em pequenos momentos que os ligam a alguém na terra.
30 de Agosto
Cine Solmar > 21h30 CICLO ARTES PLÁSTICAS
Um filme que nos faz mergulhar no universo de Lourdes Castro, mostrando-a no seu quotidiano, na casa que construiu com Manuel Zimbro (falecido em 2003) na Madeira. "Vem ver a pintura que estou a fazer. Um bocado grande, não cabe em museu nenhum. E tão pequena, tão pequenina que todos que passam por aqui nem dão por isso. Uma tela com forma esquisita. O que vale é que não é preciso esticá-la. Por si só, ela está sempre pronta a receber pinceladas, ventos, estações, chuva, sol....". PELAS SOMBRAS ultrapassa largamente o formato de "documentário sobre artista" para ser um belíssimo e cúmplice retrato de uma das mais singulares artistas portuguesas.
PROGRAMAÇÃO SUJEITA A ALTERAÇÕES
O amor entre o poeta John Keats e a sua vizinha Fanny Browne foi tratado por Jane Campion em Bright Star, com pudor. Com reverência respeitosa, talvez. Não é um filme extraordinário, mas um bom filme. Campion apropria-se da época vitoriana no countryside inglês, sem grandes alaridos na reconstituição de época, mas a olho nu privilegia uma cuidada e fidedigna recriação de ambiências, levando o espectador a vivenciar aquela época de forma intensa, servida por fotografia e enquadramentos que roçavam a perfeição e talvez por isso se aproximavam perigosamente da pieguice sem nunca lhe tocar. É um filme intimista, construido com segurança e servido por boas interpretações de actores, pelo menos para mim, desconhecidos, que deixou uma impressão favorável na maioria dos presentes. Mais do que um biopic é uma reflexão sobre o amor e de como a sociedade pode glorificá-lo ou destruí-lo.