7/15/2010


Indispensável a qualquer cinéfilo

A visita da Renata from ARTilharia TV on Vimeo.

Mais um momento histórico do 9500 Cineclube. Embora nos corpos directivos deste cineclube constem os nomes de três mulheres, a verdade é que nenhuma delas compareceu a qualquer reunião. Na última tivemos porém o grato prazer de recebermos a visita de Renata Correia Botelho, poetisa, psicóloga e cinéfila, sócia fundadora desta colectividade, a qual, na sequência duma proposta sua , por escrito, em relação ao modelo de programação vigente, convidamos a apresentar e discutir ao vivo e a cores, a sua sugestão. Aqui ficam algumas imagens da reunião.

SESSÃO ESPECIALÍSSIMA > 16 JULHO

CHAPLIN vs KEATON
6 ROUNDS (3 para cada lado)
91 minutos

Moderação: Mário Roberto

*
PÓPULO CAFÉ
Praia do Pópulo

20.30h > 23.30h

PRÓXIMA SESSÃO > 19 JULHO

7/14/2010

A programação do 9500 Cineclube

Muito se tem discutido entre os membros eleitos dos corpos sociais do cineclube (pelo menos, entre aqueles que se dão ao trabalho de ir às reuniões e desempenhar todas as tarefas que possibilitam a ocorrência das sessões) aquilo que deverá orientar a nossa filosofia de programação. Recentemente, uma sócia que não faz (para já) parte dos corpos sociais, a Renata Botelho, juntou-se a nós trazendo ideias e propostas enriquecedoras para esta discussão.
Há posições diferentes entre nós, como seria de esperar e como é, aliás, salutar. É evidentemente uma discussão inacabável que sofrerá alterações de posição de todos os participantes com o decorrer dos tempos. Mas é uma discussão necessária e vital para a actividade do cineclube.
O cineclube programará filmes melhores e filmes piores (e nem quanto a isto nos entendemos completamente pois os critérios de apreciação e classificação têm sempre muito de subjectivo), isso é inevitável, mas o que é importante é que saiba porque razão programa este e não aquele, que faça as sua opções em consciência, e que este processo decorra da reflexão e do sentir que o próprio percurso do cineclube provoque entre os sócios e frequentadores. Frequentar as sessões de um cineclube não é a mesma coisa que frequentar as sessões de uma sala comercial. É muito mais do que isso e, aqui entre nós, é muito melhor do que isso!
Faço aqui um apelo para que surjam mais "Renatas" (salvo seja!). A participação de todos os interessados, aos mais diversos níveis, é importantíssima!
Nem que seja comentando no blogue e no facebook os filmes, as opções e o mais que entenderem.

João da Ponte

7/06/2010

As aventuras de Celadon em Tebas


“Tebas” de Rodrigo Areias que exibimos ontem, a iniciar o ciclo dedicado aos novos realizadores nacionais, embora disfarçado de road movie é mais uma viagem onírica. Só assim se compreende que me tenha sentido instado a empreender uma bela soneca.Mas não o fiz. Consegui resistir à insistência das pálpebras pesadas. E isso porque o filme parecia prometer qualquer coisa de bom. Enganei-me. Não só não prometeu, como cumpriu o que não prometeu. Confuso? Sim, ainda tenho as pálpebras a pesar toneladas, são oito da manhã e ainda estou em Tebas. Se calhar vou juntar-me a quem elege o cinema portugûes como o pior da Europa “quiçá”, (adoro esta palavra)do mundo. E custa-me ver um jovem realizador a fazer um filme que repisa os chavões do filme português ainda que tenha optado pelo surrealismo, menos presente no nosso cinema. Maus diálogos, salvo um ou outro momento mais engraçado, o protagonista mau actor, um anão imperceptível, enfim, a bancarrota, um crash. Mas gostei, vai lá, dos enquadramentos cuidados, da fotografia, das relíquias automóveis(embora luzidias demais) e da música (tão presente que até começou a cansar) de Legendary Tiger Man alter ego de Paulo Furtado que é também um dos protagonistas. Como diz o João da Ponte, nós não fazemos os filmes, só os projectamos. A preceder “Tebas”, pudemos ver “Corrente”, uma curta também de Rodrigo Areias. Preferi a curta à longa. Ah, antes que me esqueça: a opinião acima propalada, não reflecte necessariamente as impressões dos restantes membros da direcção do 9500 Cineclube.

Mário Roberto

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