7/15/2010
7/14/2010
A programação do 9500 Cineclube
Há posições diferentes entre nós, como seria de esperar e como é, aliás, salutar. É evidentemente uma discussão inacabável que sofrerá alterações de posição de todos os participantes com o decorrer dos tempos. Mas é uma discussão necessária e vital para a actividade do cineclube.
O cineclube programará filmes melhores e filmes piores (e nem quanto a isto nos entendemos completamente pois os critérios de apreciação e classificação têm sempre muito de subjectivo), isso é inevitável, mas o que é importante é que saiba porque razão programa este e não aquele, que faça as sua opções em consciência, e que este processo decorra da reflexão e do sentir que o próprio percurso do cineclube provoque entre os sócios e frequentadores. Frequentar as sessões de um cineclube não é a mesma coisa que frequentar as sessões de uma sala comercial. É muito mais do que isso e, aqui entre nós, é muito melhor do que isso!
Faço aqui um apelo para que surjam mais "Renatas" (salvo seja!). A participação de todos os interessados, aos mais diversos níveis, é importantíssima!
Nem que seja comentando no blogue e no facebook os filmes, as opções e o mais que entenderem.
João da Ponte
7/06/2010
As aventuras de Celadon em Tebas
“Tebas” de Rodrigo Areias que exibimos ontem, a iniciar o ciclo dedicado aos novos realizadores nacionais, embora disfarçado de road movie é mais uma viagem onírica. Só assim se compreende que me tenha sentido instado a empreender uma bela soneca.Mas não o fiz. Consegui resistir à insistência das pálpebras pesadas. E isso porque o filme parecia prometer qualquer coisa de bom. Enganei-me. Não só não prometeu, como cumpriu o que não prometeu. Confuso? Sim, ainda tenho as pálpebras a pesar toneladas, são oito da manhã e ainda estou em Tebas. Se calhar vou juntar-me a quem elege o cinema portugûes como o pior da Europa “quiçá”, (adoro esta palavra)do mundo. E custa-me ver um jovem realizador a fazer um filme que repisa os chavões do filme português ainda que tenha optado pelo surrealismo, menos presente no nosso cinema. Maus diálogos, salvo um ou outro momento mais engraçado, o protagonista mau actor, um anão imperceptível, enfim, a bancarrota, um crash. Mas gostei, vai lá, dos enquadramentos cuidados, da fotografia, das relíquias automóveis(embora luzidias demais) e da música (tão presente que até começou a cansar) de Legendary Tiger Man alter ego de Paulo Furtado que é também um dos protagonistas. Como diz o João da Ponte, nós não fazemos os filmes, só os projectamos. A preceder “Tebas”, pudemos ver “Corrente”, uma curta também de Rodrigo Areias. Preferi a curta à longa. Ah, antes que me esqueça: a opinião acima propalada, não reflecte necessariamente as impressões dos restantes membros da direcção do 9500 Cineclube.
6/30/2010
O 9500 ESTEVE LÁ
Na segunda-feira dezenas de profissionais do cinema português reuniram-se no cinema São Jorge num protesto contra a cativação de 20% das verbas a todos os organismos dependentes do Ministério da Cultura, em Lisboa, incluindo assim o Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA). Dessa reunião surgiu um comunicado oficial, em que se exige "a revogação imediata na redução de 10% prevista no artigo 49.º do decreto-lei de execução orçamental"; solicita-se à ministra da Cultura que "diligencie de imediato junto do Ministério das Finanças a desactivação dos 20% de receitas próprias do ICA relativos a 2010"; que "consubstancie as suas promessas de uma nova lei do cinema, com propostas concretas e que envolva os representantes do sector com a maior brevidade possível na discussão dessa nova lei e dos novos mecanismos de financiamento do sector que lhe estão inerentes". E convoca-se "todos os artistas e agentes culturais das outras artes para uma reunião pública a realizar na próxima segunda-feira, dia 5, em local e hora a determinar".
Este grupo de profissionais do cinema refere ainda em comunicado: "Não recusamos fazer parte do esforço de combate à crise, na medida em que este seja justo e equilibrado. Não podemos é aceitar uma revisão unilateral dos termos de contratos relativos a projectos cujas despesas estão em grande parte já comprometidas."
Este comunicado de protesto teve 190 signatários, em que se encontram nomes como João Botelho, Rita Blanco, Nuno Lopes, João Canijo, Pedro Costa, Serge Trefaut, Sandra Cóias, João Mário Grilo, Pedro Borges, Luís Urbano, Ivo Canelas ou João Salaviza.
DN Artes
6/29/2010
BIBLIOTECA DE CINEMA
ESTÉTICA DA MONTAGEM de VINCENT AMIEL Texto & Grafia (2010) | 136 páginas
O objectivo deste livro é traçar um panorama das diferentes concepções da montagem ao longo da história do cinema, e propor uma análise desta técnica em numerosos domínios da representação.
O autor ilustar a sua exposição com exemplos de montagens de filmes, especialmente de autores como Orson Welles, Alain Resnais ou Maurice Pialat, mostrando em ue medida a evolução das técnicas e das práticas de montagem influência a estética dos filmes.
PRÓXIMA SESSÃO > 5 JULHO

Numa altura em que tanto se fala das grandes dificuldades financeiras do cinema luso e sua incapacidade em atrair investimentos privados nada melhor do que iniciar este ciclo com Tebas (2007), a primeira longa-metragem de Rodrigo Areias, filmado durante um ano e oito meses, com um orçamento que rondou os 300 mil euros provenientes exclusivamente de investidores privados.
No ínicio da sessão será exibida a última curta-metragem Corrente (2008) que recebeu os prémios:Prémio Especial do Júri do Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira 2008,Prémio RTP "Onda Curta" do FIKE Festival Internacional de Curtas Metragens de Évora 2008,Melhor Curta-Metragem Competição Nacional e Prémio do Público do Curtas Vila do Conde Festival Internacional de Cinema 2008, entre outros.
Tebas é uma adaptação da tragédia clássica de Sófocles, Rei Édipo, com um piscar a Jack Kerouac. Partindo da perda de identidade de uma segunda geração de emigrantes portugueses, Tebas conta a história de um jovem que em busca das suas origens parte de Paris em direcção a Portugal com um camionista beatnik. Mergulha nas profundezas de Tebas num road-movie surrealista.
A banda sonora de `Tebas` é assinada por Paulo Furtado, o líder do grupo de rock Wraygunn, que nas suas produções a solo assume a personalidade de Legendary Tiger Man.